* Acho uma leitura indispensável para aqueles que queiram conhecer os fundamentos da música popular brasileira. O autor não se aprofunda nas biografias, mas da o rumo certo para quem deseja chegar mais longe. É um livro para se ter na estante mais próxima como referência e consulta. Recomendo.
A finalidade deste espaço é compartilhar com os amigos o interesse por Búzios e sua antiga relação com a Bossa Nova. Bossa Nova não é só música, é um Estilo de Vida. Um Estilo Buziano de Viver. Não vendo disco, só divulgo para os amigos que me pedem emprestado. Se você discorda de algum conteúdo divulgado neste blog, favor entrar em contato. Eu tenho todos os discos que recomendo aqui.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Uma história da música popular brasileira - Jairo Severiano - 2009
* Acho uma leitura indispensável para aqueles que queiram conhecer os fundamentos da música popular brasileira. O autor não se aprofunda nas biografias, mas da o rumo certo para quem deseja chegar mais longe. É um livro para se ter na estante mais próxima como referência e consulta. Recomendo.
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Livros
Raphael Rabello e Dino 7 Cordas - 1991
João Teixeira Guimarães
Petrolândia (PE) 02/11/1883 - Rio de Janeiro (RJ) 06/10/1947
"Aos 14, 15 anos de idade, o compositor Elton Medeiros iniciava sua vida musical tocando saxhorne barítono na Orquestra Juvenil de Estudantes. Patrocinada pela prefeitura carioca, a orquestra ensaiava na sede da Superintendência de Educação Musical e Artística (SEMA) do município, na rua Almirante Barroso, centro da cidade. Chefiava a portaria do edifício "Seu" João. um velhinho simpático, que estava sempre brincando e discutindo futebol com a moçada. Um dia, a responsável pela orquestra, Cacilda Campos Borges Barbosa, assistente de Villa-Lobos, interrompeu o ensaio de uma peça difícil, uma suíte sobre temas brasileiros, e mandou chamar "Seu" João. À chegada do porteiro, a maestrina sentou-se ao piano e começou a mostrar-lhes trechos da composição, comentando detalhes da orquestração e pedindo-lhe opiniões. Percebendo então o espanto de Elton, seu colega, o trombonista José da Silva, explicou-lhe a razão da surpreendente cena: "Seu" João era João Pernambuco, o famoso violonista-compositor, introdutor da música nordestina no Rio de Janeiro e que cumpria na portaria da SEMA seus últimos anos como funcionário público subalterno". (texto extraído na íntegra do livro "Uma história da música popular brasileira", de Jairo Severiano, página 242. Recomendo.
João Pernambuco era semianalfabeto e ferreiro de profissão. Em 1904 foi para o Rio de Janeiro, onde tocava violão a noite e trabalhava duro durante o dia. Conheceu Pixinguinha, Donga, Quincas Laranjeiras e outros grandes músicos nas rodas de choro da cidade. João Pernambuco tocou com os Oito Batutas, famosa banda de Pixinguinha, numa das suas primeiras formações. Além de exímio violonista compôs diversos clássicos da música instrumental brasileira sob influência das canções regionais de violeiros e cantadores das feiras nordestinas. São temas populares de extrema delicadeza e sofisticação. Todo estudante que se aventura pelo estudo do violão instrumental brasileiro, inevitavelmente chegará a uma música de João Pernambuco.
Catulo da Paixão Cearense (Amâncio José da Paixão 1866-1946) transformou em canção os temas instrumentais "Luar do Sertão" e "Caboca do Caxangá", em 1913, de João Pernambuco. Catulo nunca lhe deu os créditos. Feio.
Lamartine de Azevedo Babo
(10/01/1904 – 16/06/1963)
Lamartine nasceu no Rio de
Janeiro, na Rua Teófoli Otoni, 45. Após a conclusão do primário, em escola
pública, fez o ginásio no Colégio São Bento, e se formou em Letras no Colégio
Pedro II. É um dos grandes compositores brasileiros, com uma obra em torno de
300 composições em diversos gêneros. Muitas dessas músicas são clássicos do
nosso cancioneiro. A partir de 1931, com o sucesso de “No Rancho Fundo”,
parceria com Ary Barroso, Lamartine começa a produzir uma série de sucessos que
o tornariam conhecido e admirado para sempre. A marchinha foi o gênero em que
ele mais soube se expressar e praticamente foi um dos seus criadores, superando
em determinado momento até o samba nos carnavais.
Lamartine, embora não tivesse
formação musical, era um grande melodista, diversas músicas de sucesso de sua
vasta discografia são de sua autoria sem parceiros. Outra característica do seu
talento, foi melhorar a letra de gosto duvidoso de uma grande música, mexer
aqui e ali, e transformar em um grande sucesso. Algumas sem autorização do
parceiro. Esse foi o caso de “O teu cabelo não nega” dos irmãos Raul e João
Valença, que era um frevo e ele transformou numa marchinha. Pra essa ele compôs
introdução e uma segunda parte. Mais tarde ele foi obrigado a dar os créditos.
Mas, ninguém lembra mais quem são os irmãos Valença. A outra façanha aconteceu
com “No Rancho Fundo”, que se chamava “Esse mulato vai ser meu” (subtítulo “Na
Grota Funda”), música de Ary e letra de J.Carlos (caricaturista). Lalá achava a
música bonita, mas detestava os versos “na Grota Funda/ na virada da montanha/
só se conta uma façanha/ do mulato da Raimunda”. Ele não sossegou enquanto não
convenceu Ary de lhe deixar modificar a letra. “No Rancho Fundo” se tornou um
dos grandes sucessos de Ary Barroso e Lamartine.
Lamartine compôs e colocou
letra em samba, valsa, foxe, marchinha para
o Carnaval e Festa Junina, teatro e tudo que lhe aparecia. Inclusive compôs os
hinos dos clubes de futebol do Rio de Janeiro. O seu time de coração era o
América. Em 1960 quando América se sagrou campeão carioca Lamartine desfilou em
carro aberto vestido de diabo, mascote do clube. Lamartine era famoso pelo seu
bom humor, nunca perdia uma piada. De 1942 a 1956, ele se dedicou ao programa de
variedades “O Trem da Alegria”, ao lado de Iara Sales e Héber de Boscoli. Foi
um grande sucesso na época.
A obra quase completa de
Lamartine Babo pode ser encontrada em http://dicionariompb.com.br/lamartine-babo/obra
* quase todas as fotos foram extraídas do livro "Uma História Da Música Popular Brasileira de Jairo Severiano".
sábado, 6 de maio de 2017
Flora Purim - Encounter - 1976
Músicos
Flora Purim, Googie Coppola, Hermeto Pascoal, Urzula Dudziak (vocal)
Hermeto Pascoal (piano elétrico, clavinete e vocal)
Airto Moreira (percussão e bateria)
Leon Ndugui (bateria)
George Duke e Hermeto Pascoal (piano elétrico)
McCoy Tyner (piano)
Joe Henderson (sax)
Raul de Souza (trombone)
Alphonso Johnson, Byron Miller e Rom Carter (contrabaixo)
George Duke e Hugo Fattaruso (sintetizador)
Músicas
01 - Windows (Chick Corea)
02 - Latinas (Hermeto Pascoal)
03 - Uri (The Wind) (Hermeto Pascoal/Coppola)
04 - Dedicated To Bruce (Hermeto Pascoal/Flora Purim)
05 - Above The Raimbow (McCoy Tyner)
06 - Tomara (Wish) (Novelli)
07 - Encounter (Flora Purim/Coppola/Pascoal/Carter/Moreira)
08 - Black Narcissus (Joe Henderson)
Banda Mantiqueira - Aldeia - 1995
Músicos
Nailor ‘Proveta’ Azevedo (sax alto e clarinete)
Cacá Malaquias (sax tenor e flauta)
Vitor de Alcântara (sax tenor, sax soprano e flauta)
Maurício de Souza (sax barítono, flauta e Piccolo)
François de Lima (trombone de válvula e voz em “Aldeia”)
Valdir Ferreira ( trombone)
Nahor Gomes (trompete e flugel)
Walmir Gil (trompete e flugel)
Odésio Jericó (trompete e flugel)
Jarbas Barbosa (guitarra e violão)
Edson José Alves (baixo elétrico e guitarra em “Carinhoso”)
Lelo Izar (bateria)
Fred Prince (percussão)
Músicas
01 – Linha de Passe (João Bosco/Aldir Blanc/Paulo Emílio)
02 – À Procura (Naylor ‘Proveta’ Azevedo)
03 – Seis no Choro (Azevedo Ferreira/Abreu/Pixinguinha/Lacerda/Nazareth)
04 – Carinhoso (Pixinguinha)
05 – Insensatez (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
06 – Cubango (Edson José Alves)
07 – Aldeia (Naylor ‘Proveta’ Azevedo)
02 – À Procura (Naylor ‘Proveta’ Azevedo)
03 – Seis no Choro (Azevedo Ferreira/Abreu/Pixinguinha/Lacerda/Nazareth)
04 – Carinhoso (Pixinguinha)
05 – Insensatez (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
06 – Cubango (Edson José Alves)
07 – Aldeia (Naylor ‘Proveta’ Azevedo)
Rosinha de Valença - Ipanema Beat - 1970
Músicos
Rosinha de Valença (guitarra)
Duncan MacKay (órgão)
Bernardo Bernstein (contrabaixo)
Hilton Leite (bateria)
Músicas
01 - Sitting (Bob Emmons)
02 - Isole Natale (Brian Auger)
03 - Je Táime Moi Non Plus (Zarival)
04 - Mercy, Mercy (Zarival)
05 - Rosinha´s Mood (Maria Rosa Canellas)
06 - A White Shade Of Pale (Keith Reid)
07 - Sunshine Superman (Donovan Leitoh)
08 - Bossa Na Praia (Peri Ribeiro/G. Cunha)
09 - T Bone Steak (Jimmy Smith)
10 - Forever Yet Forever (Maria Rosa Canellas)
02 - Isole Natale (Brian Auger)
03 - Je Táime Moi Non Plus (Zarival)
04 - Mercy, Mercy (Zarival)
05 - Rosinha´s Mood (Maria Rosa Canellas)
06 - A White Shade Of Pale (Keith Reid)
07 - Sunshine Superman (Donovan Leitoh)
08 - Bossa Na Praia (Peri Ribeiro/G. Cunha)
09 - T Bone Steak (Jimmy Smith)
10 - Forever Yet Forever (Maria Rosa Canellas)
Stan Getz e João Gilberto - The Best Of Two Worlds - 1976
Músicos
Stan Getz (sax tenor)
João Gilberto (voz e violão)
Miucha (voz)
Airto Moreira (percussão)
Billy Hart, Grady Tate, Ray Armando, Rubens Bassini (bateria)
Clint Houston, Steve Swallow (contrabaixo)
Albert Dailey (piano)
Oscar Castro Neves (violão e arranjos)
Músicas
01 - Double Rainbow (Tom Jobim)
02 - Águas de Março (Tom Jobim)
03 - Lígia (Tom Jobim)
04 - Falsa Baiana (Geraldo Pereira)
05 - Retrato Em Branco E Preto (Tom Jobim/Chico Buarque)
06 - Isaura (Herivelto Martins/Roberto Roberti)
07 - Eu Vim Da Bahia (Gilberto Gil)
08 - João Marcello (João Gilberto)
09 - É Preciso Perdoar (Carlos Coquejo/Alcyvando Luz)
10 - Just One Of Those Things (Cole Porter)
02 - Águas de Março (Tom Jobim)
03 - Lígia (Tom Jobim)
04 - Falsa Baiana (Geraldo Pereira)
05 - Retrato Em Branco E Preto (Tom Jobim/Chico Buarque)
06 - Isaura (Herivelto Martins/Roberto Roberti)
07 - Eu Vim Da Bahia (Gilberto Gil)
08 - João Marcello (João Gilberto)
09 - É Preciso Perdoar (Carlos Coquejo/Alcyvando Luz)
10 - Just One Of Those Things (Cole Porter)
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