quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Bossa Rio - Alegria - 1970




Da esquerda para a direita:

Ronie Mesquita (bateria)
Octavio Bailly Jr. (contrabaixo)
Manfredo Fest (teclados)
Gracinha Leporace (vocal)
Pery Ribeiro (vocal)
Dwight Dickerson (piano)

Músicas
01 - Spinning Wheel (D. Thomas)
02 - Zazueira (Jorge Ben "Jorge Benjor")
03 - Girl Talk (B. Troup/N. Hefti)
04 - The Night Has a Thousand Eyes (B. Weisman/D. Wayne/M. Garrett)
05 - Que Pena (Jorge Ben)
06 - With You Love Now (Mustang Cor de Sangue) (Marcos Valle/Paulo Sergio Valle)
07 - Open You Arms (Andança) (Danilo Caymmi/Edmundo Souto/Paulinho Tapajós)
08 - Eleanor Rigby (Lennon/McCartney)
09 - Don't Go Breaking My Heart (Burt Bacharach/David)
10 - Blackbird (Lennon /Paul McCartney)



Bethânia - Homenagem


Olha o Raul de Souza (Raulzito) aí.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Papudinho - José Lídio Cordeiro - Discografia

Vou colocar aqui alguns discos com a participação de Papudinho (José Lídio Cordeiro), um dos maiores trompetista do Brasil na década de 1960.


Papudinho e o Som 4.
Roubei a foto de algum site. Não me lembro, mas gostaria de dar o crédito.

Mas quem foi Papudinho? Já revirei o Google, como um quebra-cabeça, e não achei nada. Como um músico desse nível é totalmente incógnito nos dicionários e nas enciclopédias da música brasileira?  Sei apenas que nasceu em Pernambuco/Brasil.

Já mandei um e-mail para seu filho pedindo informações, e nada, Só silêncio. O que houve?


Dick Farney - 1962


Walter Santos - Azul Contente - 1963


Walter Santos - Bossa Nova - 1963


Sucessos dos Anjos do Inferno - 1963


Um Piston Na Bossa - 1963
Papudinho e a Orquestra de Carlos Piper


Portinho e sua Orquestra - 1963


Elizete Cardoso - 1964


Adylson Godoy - Sem Paz - 1965


Erlon Chaves - Sabadabadá - 1965

Alguns discos se repetem, pois esses músicos tocaram juntos durante muito tempo.


Papudinho Especial - 1965


Som 4 - 1965
Disquinho já manjado aqui no Google.



Walter Santos - Caminhos - 1965

Todas as músicas são de Walter Santos (voz e violão). 

Temos aqui Hermeto Pascoal (flauta), Papudinho (trompete), Walter Wanderley (piano), Geraldo (contrabaixo) e Arrudinha (bateria).



Luiz Loy Quinteto - 1966


Sambossa 5 - Zero Hora - 1966


Elizeth Cardoso - Muito Elizeth - 1966


Luiz Loy Quinteto - Interpreta Chico Buarque - 1967


José Briamonte - Sambeco - 1968


Zimbo Trio e Metais - 1969


Pap's Modern Sound - 1970


Velha Bossa Nova - 1978


Esse é o Papudinho.

Não gosto muito dessa foto, meio jovem guarda, mas é o que temos.
Se alguém tiver mais informações, mande pra gente.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Papudinho - Papudinho Especial - 1965


Músicos
Papudinho (trompete)
José Carlos Nóbrega (piano e órgão)
Antônio Arruda (sax tenor e flauta)
Bruno Ferreira (guitarra)
Newton Siqueira Campos (contrabaixo)
Arrudinha (Walter Correia Arruda) (bateria)
Paulo D'Aquino (Chacal) (congas)
Mandrake (bongo)
Celma e Célia (vocais)

Músicas
01 – Yê-Melê – (Chico Feitosa/Luiz Carlos Vinhas)
02 – Onda (Wave) – (Tom Jobim)
03 – Lá Lá Lá – (Manoel de La Calva)
04 – By The Time I Get To Phoenix – (J. Webb)
05 – Love For Sale – (Irving Berlim)
06 – Nosso Tema – (Papudinho)
07 – This Guy’s In Love With You – (H. David/B. Bacharach)
08 – Segura Esse Samba Ogunhe – (Oswaldo Nunes)
09 – Andança – (Danilo Caymmi/..)
10 – Cupyd’s Song – (Watanebe)
11 – Le Bruit Des Vagues – (Pascal Sevran/Serge Lebrall/Romuald)
12 – Sweet Love – (Tibor Reisner)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Roberto B.H. de Azevedo (Capacete) - Contrabaixo

Vamos tentar aqui nesse espaço desvendar a carreira desse grande músico.


Para começar: espanando alguns antigos LPs descobri que Capacete atuou em quase todas as vertente da música no Brasil: samba-jazz, soul music, MPB, jazz, rock, big band, orquestra e sei lá mais o que vou descobrir por aí.

É um músico (tímido) com pouca informação óbvia na Internet. Se você digitar Capacete, com certeza, não vai chegar nem perto do músico. Desista, não é por aí.

Não sei como surgiu essa fama de tímido. Segundo artigo de Alex Solnik em http://brasileiros.com.br/2009/06/o-dia-em-que-sartre-fundiu-a-cuca/ dois músicos da orquestra de Simonetti, Capacete e Edgar Giannulo, eram extraordinários humoristas.

Geralmente eu começo uma pesquisa assim: coloco um pouco do que sei e os amigos me mandam outras informações; vão preenchendo as lacunas. Curto muito fazer isso. Às vezes sai um trabalho legal.

Vou colocar aqui o que sei, e quem tiver mais informação mande pra mim. Obrigado.

Algumas referências sobre Capacete vão aparecer nos links de outros músicos. A maioria tocou junto em algum momento. É um quebra-cabeça que vai se encaixando aos poucos. A carreira desses caras se entrelaçam nos estúdios e nos shows da vida.

Vejam o Capacete nesse disco do Tim Maia - 1971



1971, No mesmo ano Capacete aparece nesse disco do Cassiano, Acho que gravou este antes do disco acima,


1971 - Capacete já está tocando com Marcos Valle.


1964 - Vera Brasil - Tema do Boneco de Palha




1964 - Voltando no tempo.



1965 - Carlos Piper - O Som Espetacular da Orquestra de Carlos Piper


1965 - Zezinho E Seu Sambalanço.



1966 - Trio Boliche


1966 - Quarteto Lambari



1974 - Erlon Chaves - Banda Veneno Vol. 5


1981 - Pe. Zezinho - Lá Na Terra Do Contrário.



Tem também Hector Costita nesse disquinho.

Olha o Capacete aí. (Show Up Big Band)
Na mesma banda tocando com Buda.



Se alguém souber mais alguma coisa sobre esse grande músico favor entrar em contato.
Obrigado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Dorival Auriani (Buda) - Trompete

Nasceu em São Paulo, em 15/01/1929.

Buda, um dos maiores trompetes do Brasil, sempre foi um músico de orquestra. Começou a carreira na Orquestra de Walter Guilherme, ainda na década de 1950. Depois, sempre como solista, trabalhou com Sylvio Mazzuca e com Simonetti (1924-1978). Com Mazzucca, trabalhou, com idas e vindas, de 1957 a 2003, quando Mazzucca (1919-2003) faleceu.

Na realidade, Buda começou sua carreira na efervescência das noites de São Paulo nos anos 1950. Nesse período bares e boates se tornaram ponto de encontro da “elite” paulistana. A Oásis era a mais famosa. Você podia assistir Hebe Camargo ou Edith Piaf com acompanhamento desses grandes músicos da noite. É mole? Essa é a escola de Buda. Você podia assistir Lucho Gatica, Sarah Vaughan, Jaqueline Baker, Gergório Barrios e outros. Mais tarde Sarah Vaughan volta ao Brasil e tira uma onda com Simonal no auge da carreira. Sarah volta mais tarde e grava um disco só com música brasileira. Já estava em casa. Mas aí é outra história.

Buda também tocou nos “inferninhos” (boates de 3ª categoria), onde a bebida mais pedida era o conhaque. Na Oásis, só whisky.

Seu irmão, Geraldo Auriani (Felpudo), outro monstro do piston (trompete), quando Buda completou 20 anos, o levou para a Rádio Cultura.

A competência e a versatilidade de Buda o levou a gravar com grupos de diversas tendências musicas, sem preconceito, embora tenha confessado, uma vez, que músico não gostava de carnaval. Mas, não é bem assim, vide sua participação no disco das Frenéticas, em 1978, que é quase um carnaval. O músico quando é bom não escolhe estilo, toca tudo. Assim é com Buda.


1957 – Buda - Orquestra Simonett

1958 - Sylvio Mazzucca - Baile de Aniversário


1962 – Buda - Orquestra Dick Farney

1964 – Buda - Os Sincopados



1966 – Buda - Sambossa 5



1966 –Buda -  Módulo 7

1966 - Carlos Piper - É Ótimo





1966 - Resala's Band


1966 – Buda - Octeto de Cesar Camargo Mariano


1967 – Buda Show em Simonal


1971 – Buda - “Fogo Nos Metais” – Portinho e sua Orquestra


1972 - Paulinho Nogueira - Dez Bilhões de Neurônios.



1973 – Buda - S.P./73 – Hareton Salvanini


Seu irmão Felpudo também está nessa bolacha aí.

1974 – Buda - Orquestra de Nelson Ayres.


1978 – Buda - As Frenéticas - Caia na Gandaia.


1978 – Buda - Eduardo Gudin – Coração Marginal



1980 –Buda -  Heraldo do Monte – Chuva Morna


1980 –Buda -  Theo de Barros – Primeiro Disco



1980 – 8,9 e 10 de maio acompanha Tony Bennet no Palácio das Convenções do Anhembi, SP. O seu irmão Geraldo Auriani (Felpudo) também participa dessas apresentações. 

Anos 1980 – Acompanha Ray Connif, Tony Bennet, Burt Bacharach e Johnny Mathis





1983 – Milton Nascimento – “Ao Vivo” - Palácio das Convenções do Anhembi



1983 – Premeditando O Breque – "Quase Lindo".



1984 – Eduardo Gudin – Ensaio do Dia.



1985 – Entre Amigos – diversos artistas

1990 – Retorna a orquestra de Sylvio Mazzucca

2010 – Conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil

Buda e  a  Orquestra de Sylvio Mazzucca.






Show Up Big Band


Trompetes
Edgar Batista (Capitão)
Dorival Auriani (Buda)
Settimo Paioletti
Nahor Gomes

Trombones
Walter Azevedo
Arlindo Bonadio
Luis cruz
Fernando Chipoletti

Saxofones
Demétrio Lima (Satanás)
Paula Valente
Hector Costita
Isidoro Logano (Bolão)
Ubaldo Versolato

Piano
Roberto Bomilcar

Guitarra
Jarbas Barbosa

Contrabaixo
Roberto B.H. de Azevedo (Capacete)

Bateria
Antônio Almeida (Toniquinho)

Participação
Odilon


  Quase uma biografia.




Homenagem a Dorival Auriani no 2 Jazz Trumpet Festival.


2010 – Conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil

*A finalidade do blog em abordar a carreira desse grande músico partiu de uma curiosidade minha. Afinal, eu sempre lia nas contracapas dos antigos LP’s o nome de Buda no trompete, da mesma forma que via assinalado Azeitona, Felpudo, K-Ximbinho, Capacete, Xu e muitos outros. Eu queria saber quem são essas feras, com esses apelidos exóticos, que para nós leigos não diz nada, que às vezes eu esbarro por aí. São inúmeros discos, em diversos estilos, às vezes como solistas outras vezes apenas lá no fundo acompanhando e dando o clima que o intérprete ou o maestro exige. Grandes músicos. Quem são eles? Eu como músico amador, sempre me liguei mais nas harmonias e nos arranjos, daí minha curiosidade. Nesse espaço tento descobrir um pouco sobre essa gente. A maior parte da minha pesquisa é feita na Internet e pelos Googles da vida, embora eu tenha alguns dos discos que menciono acima. Espero que as pessoas que chegam até aqui se surpreendam com esses músicos e sirva como um ponto de referência para àqueles que pretendam seguir a carreira de músico. Assim como eu, a partir de Dorival Auriani “Buda”, pude conhecer o mundo mágico do trompete. O instrumento não é fácil como parece, precisa de muitas horas de dedicação. Mas vale a pena.
Para quem gosta do assunto, aí vai um link legal:

Essa é apenas uma ponta de um iceberg, Esse cara é um monstro,


Bons sons.