terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bossa Jazz Trio - 1965


Músicos
Amilson Godoy (piano)
Jurandir Meirelles (contrabaixo)
José Roberto Sarsano (bateria)

Músicas
1 - Maria Moita (Carlos Lyra/Vinícius de Moraes)
2 - Preconceito (Adilson Godoy)
3 - Sou Sem Paz (Adilson Godoy)
4 - Disa (Johnny Alf)
5 - Resolução (Edu Lobo/Rui Guerra)
6 - Reza (Edu Lobo/Ruy Guerra)
7 - Balanço Zona Sul (Tito Madi)
8 - Saudade (Sílvio Cezar)
9 - Amor de Nós Dois (Luis Chaves)
10 - Raízes (Denis Brean)
11 - Só de Saudade (Adilson Godoy)

O Bossa Jazz Trio nasceu em 1964, na efervecência da beatlemania e da Jovem Guada, o tal do Iê-Iê-Iê. Sem esquecer que o Brasil entrava no período de sombras com a ditadura militar. Essa garotada nascida durante a Segunda Guerra Mundial, em São Paulo e Rio de Janeiro, dava os seus primeiros passos rumo a um tipo de música que mais tarde seria rotulada de MPB. Os Festivais ajudaram bastante nesse processo de formatação dessa nova proposta. O Trio após participar de uma apresentação no teatro da Universidade Mackenzie, em São Paulo, é convidado para gravar seu primeiro disco. A formação ainda era com Bené (João Benedito) no piano, Nelsinho (Nelson Aquino) no contrabaixo e José Roberto Sarsano na bateria. A garotada, na faixa dos seus 18 anos, emplaca de cara um petardo: Balanço Zona Sul de Tito Madi. Depois todo mundo gravou.


Em 1965, grava o segundo disco, este que está aí em cima. Com o sucesso é convidado para participar das apresentações no Teatro Paramount (São Paulo) e acompanhar Elis Regina. Bola dentro. Todos crescem juntos: Elis e o Trio.

Já com nova formação: Amilson Godoy nos teclados, Jurandir Meirelles no contrabaixo e José Roberto na bateria o Trio lança em 1966 o disco Bossa Jazz Trio Vol. 2 e 2 Na Bossa – Vol. 2.


No mesmo ano, gravam com Elis um dos seus melhores discos, simplemente Elis. Sucesso total, o disco é um dos mais vendidos no ano. Ganham fama internacional e viajam para a Europa com a baixinha. Em 1968, na França, com o estrondoso sucesso de Elis no II Festival “Miden” do Disco em Cannes, gravam Elis Regina – Upa Neguinho em Canes. Pauleira.


Em 1969, José Roberto Sarsano, sai de cena e vai trabalhar como TI (Tecnólogo da Informação) em grandes empresas internacionais. Acabou o Trio.

Não acabou não. A galera volta a se encontrar nos anos 2000 com o mesmo entusiasmo de sempre e nos brinda com essa pérola que catei no Youtube. Não resistiram. O tesão de tocar juntos é demais, agora com seus cabelos brancos e botando pra quebrar como sempre. Amilson Godoy, com rabinho de cavalo no seu piano, Juradyr Meirelles, cabelos brancos, com seu contrabaixo acústico e Sarsano na batera, nos trazem o melhor da MPB. Música de Chico Buarque, Sonho De Um Carnaval, com a sonoridade inconfundível do Bossa Jazz Trio. E tem muito mais aí nos Youtubes, é só procurar. Os caras sempre foram bons. A onça fica velha mas não perde a pinta. Bons ventos nos sopram, ainda é carnaval.

Resumindo: os velhinhos vão fazer 50 anos na pista e ainda tem muita música boa pra rolar. Não é mole não.



Em 2005, Sarsano publica o livro “Boulevard des Capucines”, onde conta a história da sua vida musical com Elis Regina e o Bossa Jazz Trio. Boa leitura.

http://www.jrsarsano.com.br/htdocs/index.asp é o link do Projeto Boulevard des Capucines do paulistano e baterista do Bossa Jazz Trio, José Roberto Sarsano. Vale a pena dar uma conferida pois contém muitas informações sobre esse grande grupo.

* Esse disco é muito bom. Se não acharem, falem comigo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Banzo Trio - 1964


Músicos
Nelson Racy (piano)
Ditinho (contrabaixo)
Howard França (bateria)





O Banzo Trio é mais um daqueles milhares de trios que surgiram no início da década de 60 (64-66) no Brasil. Poderíamos dizer: "A Era Dos Trios".

O Banzo se formou alí pelos anos de 1964, no Rio de Janeiro. Primeiramente gravam um compacto duplo, como se dizia na época (1965), e, em 1966 gravam um LP com Lita nos vocais.

Tenho pouca informação sobre a rapaziada, mas vou completando a medida que os amigos me forneçam informações.

O pianista, Nelson Racy, era o centro das atenções, como vocês podem comprovar. Aliás, como em todo trio. Engraçado, esse time tinha tudo para ir mais longe, ficaram no sereno. Bons músicos, uma pegada forte e precisa, não se ouve nenhuma derrapagem entre as pretas e as brancas, coisa rara entre os pianistas mais apreçados, querendo mostrar serviço. Nelson Racy era bom. Não tenho mais notícias.

* Infelizmente não tenho nenhum desses discos, quando pintar eu coloco na pista. Um abraço e vamos dormir.

Tamba Trio - DC-10 - 1974



Músicos
Luiz Eça (piano)
Bebeto Castlho (baixo e flauta)
Hélcio Milito (bateria)

Músicas
01 - Se É Questão De Adeus Até Logo (Tom/Dito)
02 - Não Tem Perdão (Ivan Lins/Ronaldo Monteiro)
03 - Reflexos (Luiz Eça)
04 - Gazela (Arlette Neves/Bebeto)
05 - Mestre Bimba (Luiz Eça /Hélcio Milito/Adalberto)
06 - Ossaim - Bamboxé (-Antônio Carlo/Jocafi/Ildázio Tavares)
07 - Em Casa (Luiz Eça/Carlos Vereza)
08 - Pra Machucar Meu Coração (Ary Barroso)
09 - Quadros (Luiz Eça)
10 - Não Tem Nada Não (Eumir Deodato/Marcos Valle/João Donato)
11 - O Homem (Luiz Eça)
12 - Morada (João Bosco/Aldir Blanc)
13 - Amanhangá (Tom/Dito)
14 – Infinito (Luiz Eça/Hélcio Milito/Adalberto)

* Vocês devem estar reparando que estou colocando diverso discos do Tamb aqui. É que estou pensando em escrever algo sobres esses músicos sensacionais.


Tamba Trio - Tempo - 1964




Músicos
Luiz Eça (piano)
Bebeto Castilho (baixo)
Hélcio Milito (bateria)

Músicas
01 - Borandá (Edu Lobo)
02 - Nuvens (Durval Ferreira/Maurício Einhorn)
03 - Se Eu Pudesse Voltar (Luis Bonfá/Maria Helena Toledo)
04 - Barumbá (Luis Eça/Bebeto)
05 - Pregão (Sergio Ricardo/Carlos Diegues)
06 - Danielle (Luis Eça/Bebeto)
07 - Berimbau (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
08 - O Amor Em Paz (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
09 - Morte de Um Deus de Sal (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli)
10 - Yansã (Luis Eça/Bebeto)
11 - Consolação (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
12 - Moto Contínuo (Radamés Gnattali)

* É redundante dizer que é mais um grande disco do Tamba. Já foi lançado em CD, mas se não acharem, falem comigo.


Alfredo Paixão - Borboleta - CD Rodamoinho



Borboleta - m:Lisa Ono/t:Luiz Peixoto /arr: Alfredo Paixão
Músicos
Alfredo Paixão - 6 string bass guitar, vocals
Hans Vroomans - piano
Peter Tiehuis - guitars
Enrique Firpi - drums
Bart Fermie - percussion
Ruud Breuls - flugelhorn

Recording: October 4, 2012, Trouwgebouw Amsterdam, presentation of new CD Maanstrand, beautiful Dutch record, more information: www.maanstrand.nl

Video: Max Boeree/Sound: Paul Pouwer

* Esse clipe me foi sugerido pelo amigo violonista francês Chritophe Rousseau. Grande dica, realmente é um som fantástico.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Jean Philippe Schroeder - Búzios


Jean Philippe Schroeder

Visitar o atelier do “suíço-buziano” Jean Philippe Schroeder é um passeio a uma Búzios que quase não existe mais. A primeira coisa que notamos é o modo de vida das pessoas que habitam a casa-atelier. Não existe um canto da casa que não seja charmoso e onde não seja evidente que alí a arte e a vida se encontram.

Localizado em um dos lugares mais bucólicos e desconhecidos de Búzios, a Vila de Pescadores da Praia Rasa, de onde surfistas partem bem cedo para a Laje da Rasa, pescadores locais para a pescaria matinal e kitesurtfista para o melhor velejo da região, o atelier fica na entrada ou saída (como queiram) de Búzios.

O cheiro da comida vindo do fogão à lenha, as sessões de jazz, blues e rock à noite extrapola os limites do atelier do artista em ação. No quintal, mesas e cavaletes aproveitam o espaço a beira mar. O luar intenso, a brisa matinal com seu vento úmido e fresco, abre uma paisagem para uma manhã orvalhada de um sol maravilhoso e quente. Velas ao vento.

“...Avistei no meio do mar uma luzinha humilde. Peguntei: É uma ilha? Não, falou o francês, é a península de Búzios...”

Como tudo começou (relato)

“Eu descobri Búzios num acaso quase mágico há quarenta anos, o que faz de mim um dinossauro da comunidade interrnacional de Búzios.

Minha ligação com o Brasil começa bem antes: em 1966 fui mandado para o nordeste brasileiro por uma multinacional de petróleo. Meu contrato terminado, fiz uma missão humanitária na África (Guerra do Biafra, na Nigéria), mas a saudade bateu e decidi voltar para o Brasil como imigrante.

Fiquei um ano em São Paulo numa firma suíça, uma chatice... Então, larguei a engenharia comercial e procurei um lugar à beira-mar a fim de montar um restaurante... Depois de testar Itacuruçá (muito borrachudo), passei um fim de semana em Rio das Ostras, onde um francês tinha um restaurante e alugava quartos na praia. Numa dessas noites estreladas, avistei no meio do mar uma luzinha humilde. Perguntei: É uma ilha? Não, falou o francês, é a península de Búzios, lá não tem nada...


E assim, no dia seguinte, cheguei num fim de tarde e tomei o meu primeiro pileque buziano no bar do Ramon Avellaneda, lá na Praia da Armação. Fiquei sócio do Ramon, depois comprei a parte dele e montei "O Pirata”. Tínhamos um piano. Nele tocou muita gente como João Donato e outras feras. O Pirata acabou em 1977 e voltei para a Suíça já casado e com um filho para nascer.

Em 1985, fiquei desempregado e sobrou tempo para me dedicar à arte (durante oito meses recebia 80% do último salário - um sonho de artista). Assim, no ano seguinte, desembarquei em Búzios com a família e continuei a pintar, tocar piano e cozinhar”



É fantástico falar ou divulgar tudo que tem de bom aqui.

* Esse texto eu adaptei ao meu sabor do Jornal Búzios Today de Out-Nov 2012.


Hero Cross - Búzios - 2012



Todos esses eventos que acontecem aqui em Búzios provam que
a cidade não vive apenas em função da Rua das Pedras.

Depois eu falo sobre o Kitesurf e Windsurf.

Bons ventos nos sopram.