Já falo sobre o disco.
A finalidade deste espaço é compartilhar com os amigos o interesse por Búzios e sua antiga relação com a Bossa Nova. Bossa Nova não é só música, é um Estilo de Vida. Um Estilo Buziano de Viver. Não vendo disco, só divulgo para os amigos que me pedem emprestado. Se você discorda de algum conteúdo divulgado neste blog, favor entrar em contato. Eu tenho todos os discos que recomendo aqui.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
domingo, 10 de janeiro de 2016
Tom Jobim - Tide - 1970
Outro discão de Tom Jobim.
Músicos
Antonio Carlos Jobim (violão, piano, piano elétrico)
Urbie Green (trombone)
Garnett Brown (trombone)
Jerry Dodgion (flauta, sax alto)
Joe Farrell (flauta, flauta baixo, sax soprano)
Hubert Laws (flauta)
Romeo Penque (flauta)
Hermeto Pascoal (flauta)
Ray Alonge (trompa)
Joe De Angelis (trompa)
Burt Collins (trompete)
Marvin Stamm (trompete)
Ron Carter (baixo)
Airto Moreira (percussão)
Everaldo Ferreira (congas)
João Palma (bateria)
Eumir Deodato (piano)
Frederick Buldrini (violino)
Paul Gershman (violino)
Emanuel Green (violino)
Harry Katzman (violino)
David Nadien (violino)
Max Polikoff (violino)
Matthew Raimondi (violino)
Harry Lookofsky (violino tenor)
Al Brown (viola )
Harold Coletta (viola)
Charles McCracken (cello)
George Ricci (cello)
* Simples assim.
Antonio Carlos Jobim (violão, piano, piano elétrico)
Urbie Green (trombone)
Garnett Brown (trombone)
Jerry Dodgion (flauta, sax alto)
Joe Farrell (flauta, flauta baixo, sax soprano)
Hubert Laws (flauta)
Romeo Penque (flauta)
Hermeto Pascoal (flauta)
Ray Alonge (trompa)
Joe De Angelis (trompa)
Burt Collins (trompete)
Marvin Stamm (trompete)
Ron Carter (baixo)
Airto Moreira (percussão)
Everaldo Ferreira (congas)
João Palma (bateria)
Eumir Deodato (piano)
Frederick Buldrini (violino)
Paul Gershman (violino)
Emanuel Green (violino)
Harry Katzman (violino)
David Nadien (violino)
Max Polikoff (violino)
Matthew Raimondi (violino)
Harry Lookofsky (violino tenor)
Al Brown (viola )
Harold Coletta (viola)
Charles McCracken (cello)
George Ricci (cello)
* Simples assim.
Músicas
01 - The Girl From Ipanema (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
01 - The Girl From Ipanema (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
02 - Carinhoso (Pixinguinha)
03 - Tema Jazz (Tom Jobim)
04 - Sue Ann (Tom Jobim)
05 - Remember (Tom Jobim)
06 - Tide (Tom Jobim)
07 - Takatanga (Tom Jobim)
08 - Caribe (Tom Jobim)
09 - Rockanalia (Tom Jobim)
Fim de Inverno, temporada de patinação no Central Park. Naquela primavera fria de Nova York (1970), Tom, com a mala cheia de partituras e com saudades do mormaço do Leblon, grava dois discos antológicos: "Stone Flower"e "Tide". O segundo é um prolongamento do primeiro. Ambos com Eumir Deodato nos arranjos. Uma dupla infernal.
* Já vou falar sobre esse grande disco.
03 - Tema Jazz (Tom Jobim)
04 - Sue Ann (Tom Jobim)
05 - Remember (Tom Jobim)
06 - Tide (Tom Jobim)
07 - Takatanga (Tom Jobim)
08 - Caribe (Tom Jobim)
09 - Rockanalia (Tom Jobim)
Fim de Inverno, temporada de patinação no Central Park. Naquela primavera fria de Nova York (1970), Tom, com a mala cheia de partituras e com saudades do mormaço do Leblon, grava dois discos antológicos: "Stone Flower"e "Tide". O segundo é um prolongamento do primeiro. Ambos com Eumir Deodato nos arranjos. Uma dupla infernal.
* Já vou falar sobre esse grande disco.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Tom Jobim - Stone Flower - 1970
Para mim, é o melhor disco que já ouvi.
É o "Kind Of Blue" de Jobim.
É o "Kind Of Blue" de Jobim.
Músicos
Antônio Carlos Jobim (piano, piano Hammond, vocal e apito)
Eumir Deodato (guitarra e piano Hammond)
Ron Carter (contrabaixo)
João Palma (bateria)
Airto Moreira e Everaldo Ferreira (percussão)
Hermeto Pascoal, Jerry Dodgion, Romero Penque (flauta)
Joe Farrell (flauta baixo)
Burt Collins, Marvim Stamm (trompete)
Garnett Brown (trombone)
Ray Alonge, Joe de Angelis (trompa)
Urbie Green (trombone)
Joe Farrell (sax soprano em "God and the Devil")
Hubert Laws (solo de flauta em "Amparo")
Harry Lookofsky (solo de violino em "Stone Flower")
* Arranjos e Regência: Eumir Deodato.
Músicas
01 - Tereza My Love (Tom Jobim)
02 - Children's Games (Tom Jobim)
03 - Choro (Tom Jobim)
04 - Brazil ("Aquarela do Brasil" - Ary Barroso)
05 - Stone Flower (Tom Jobim)
06 - Amparo (Tom Jobim)
07 - Andorinha (Tom Jobim)
08 - God And The Devil In The Land Of The Sun (Tomm Jobim)
09 - Sabiá (Tom Jobim de Chico B.H.)
10 - Brazil ("Aquarela do Brasil" - Ary Barroso)
* Só um músico de grande prestígio poderia arregimentar um time dessa categoria. Assim era Tom Jobim. Dois anos após a grande vaia de "Sabia", no Maracanãzinho, Tom volta a Nova York para gravar dois grandes discos: "Stone Flower" e "Tide", ambos instrumentais, com arranjos e regências de Eumir Deodato. Deodato, para mim, é o maior arranjador da obra de Jobim.
É impressionante como esses dois grandes discos foram gravados em um mesmo ano. "Stone Flower" em 23, 24 e 29 de abril de 1970. "Tide", em 20 e 22 de maio (reparem: dois dias). É mole?
Em "Stone Flower", Jobim quebra toda ligação com a Bossa Nova, assim como, em 1959, Miles quebrara o vínculo com o Bebop em "Kind Of Blue".
"Garota de Ipanema" e "Desafinado" já eram um grande sucesso nos EUA, Jobim não precisava mais disso. Era figura obrigatória em diversos programas de TV. Mas, ele lançou "Children's Games", "Stone Flower", "Andorinha" e 'Amparo" no mesmo disco. Esqueci de "Tereza My Love".
Quando subo a Serra, vou pra Itaipava, coloco esse disco pra tocar e me sinto bem.
01 - "Tereza My Love". É um tema em 2/2, lento e gostoso. Uma singela homenagem a sua esposa.
02 - "Children's Games" ("Chovendo Na Roseira"). O título da música também aparece como "Double Raimbow" em algumas versões americanas. Uma introdução marota, meio jazzística (4/4), que se desenvolve numa valsinha 3/4. Um clássico. "Você é de ninguém"
03 - "Choro" ("Garoto"). Não é um choro convencional, com pandeiro, flauta e cavaquinho. É um choro de orquestra, meio Radamés, com andamento mais lento. Belíssimo tema. Compasso 2/2, mais uma vez.
04 - "Brazil" ("Aquarela do Brasil"). É uma das músicas mais famosas do mundo. Não gosto da letra "Ah, esse Brasil lindo e trigueiro, É o meu Brasil brasileiro, Terra de samba e pandeiro". Salve Ary Barroso! Tom não inventa muito, mantém o sacolejo das primeiras gravações dessa obra prima. Resolve até cantar. Não ficou ruim. Claro que é uma homenagem a Ary. Tom também presta homenagem a outro dos seus ídolos, em "Tide", com a música "Carinhoso" de Pixinguinha.
05 - "Stone Flower" ("Quebra Pedra"). Uma das maiores músicas de Tom Jobim. É de arrepiar. O arranjo de Deodato é algo de pura inspiração. Ele cria o clima perfeito para o tema. A introdução já começa com reco-reco, apito, bateria, agogô (Airto Moreira e Everaldo Ferreira), violão e a nota Dó segurando um baixo pedal para o trombone de Urbie Gree e Harry Lookofsky no violino. A música é um baião em 2/2 sofisticado. Carlos Santana, que esteve no Brasil em 1971, para tocar no "Montreux Jazz Festival", no teatro Municipal, levou muita coisa com ele. Em 1973, no LP "Caravanserai", grava "Stone Flower": Uma paulada. Recomendo.
06 - "Amparo" ("Olha Maria"). Tema criado por Tom para uma personagem do filme americano "The Adventurers" ("Os Aventureiros"), dirigido pelo inglês Lewis Gilbert ("Alfie"). Mais tarde Chico Buarque colocou letra e passou a se chamar "Olha Maria". É um tema longo, em 2/4. belíssimo, cheio de variações. Não tem nada com Bossa Nova nem com "Stone Flower". Tom Jobim estava criando uma obra prima atrás da outra.
07 - "Andorinha" ("Andorinha"). É uma música tão bonita que ninguém se atreveu a mexer nem no nome. Quando você abre a partitura e vê aqueles 5 bemóis na armadura (Re Bemol-Db) pensa logo em transpor para meio tom abaixo, Dó Maior (C). Esqueça. Não funciona. A simplicidade e a beleza da música é contagiante, só funciona assim. Só ouvindo.
08 - "God And The Devil In The Land Of The Sun" ("Entre A Cruz E a Caldeirinha"). Uma homenagem a Glauber Rocha ("Deus E O Diabo Na Terra do Sol"), com show de Joe Farrell no sax soprano. Mais um baião, só que agora em 4/4.
09 - "Sabiá" ("Sabia"). Assim como "Andorinha", não tem o que mexer. O mais difícil nesse tema é acompanhar o andamento e cantar a melodia sem "atravessar". Introdução em 2/2 e 6/4, e melodia em 2/2. Também dá para tocar em 4/4. Essa é aquela musica da histórica vaia que Tom Jobim recebeu no III Festival Internacional da Canção, em 29/09/1968 (Fase Nacional) ao derrotar "Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, de Geraldo Vandré. No mesmo local, Maracanãzinho, 06/10/1968, Tom Jobim, foi aplaudido de pé, com a mesma música, Sabiá, ao derrotar Paul Anka, representante do Canadá com a música "This Crazy World Is Comming Undone". 1968 não foi um ano normal.
Tom volta ao Brasil, com a sua bermuda esculhambada, seu carro velho e o seu chinelo Rider para beber alguns chopps gelados com seus amigos do Leblon. Tom Jobim ainda não sabia que ele era Tom Jobim.
É impressionante como esses dois grandes discos foram gravados em um mesmo ano. "Stone Flower" em 23, 24 e 29 de abril de 1970. "Tide", em 20 e 22 de maio (reparem: dois dias). É mole?
Em "Stone Flower", Jobim quebra toda ligação com a Bossa Nova, assim como, em 1959, Miles quebrara o vínculo com o Bebop em "Kind Of Blue".
"Garota de Ipanema" e "Desafinado" já eram um grande sucesso nos EUA, Jobim não precisava mais disso. Era figura obrigatória em diversos programas de TV. Mas, ele lançou "Children's Games", "Stone Flower", "Andorinha" e 'Amparo" no mesmo disco. Esqueci de "Tereza My Love".
Quando subo a Serra, vou pra Itaipava, coloco esse disco pra tocar e me sinto bem.
01 - "Tereza My Love". É um tema em 2/2, lento e gostoso. Uma singela homenagem a sua esposa.
02 - "Children's Games" ("Chovendo Na Roseira"). O título da música também aparece como "Double Raimbow" em algumas versões americanas. Uma introdução marota, meio jazzística (4/4), que se desenvolve numa valsinha 3/4. Um clássico. "Você é de ninguém"
03 - "Choro" ("Garoto"). Não é um choro convencional, com pandeiro, flauta e cavaquinho. É um choro de orquestra, meio Radamés, com andamento mais lento. Belíssimo tema. Compasso 2/2, mais uma vez.
04 - "Brazil" ("Aquarela do Brasil"). É uma das músicas mais famosas do mundo. Não gosto da letra "Ah, esse Brasil lindo e trigueiro, É o meu Brasil brasileiro, Terra de samba e pandeiro". Salve Ary Barroso! Tom não inventa muito, mantém o sacolejo das primeiras gravações dessa obra prima. Resolve até cantar. Não ficou ruim. Claro que é uma homenagem a Ary. Tom também presta homenagem a outro dos seus ídolos, em "Tide", com a música "Carinhoso" de Pixinguinha.
05 - "Stone Flower" ("Quebra Pedra"). Uma das maiores músicas de Tom Jobim. É de arrepiar. O arranjo de Deodato é algo de pura inspiração. Ele cria o clima perfeito para o tema. A introdução já começa com reco-reco, apito, bateria, agogô (Airto Moreira e Everaldo Ferreira), violão e a nota Dó segurando um baixo pedal para o trombone de Urbie Gree e Harry Lookofsky no violino. A música é um baião em 2/2 sofisticado. Carlos Santana, que esteve no Brasil em 1971, para tocar no "Montreux Jazz Festival", no teatro Municipal, levou muita coisa com ele. Em 1973, no LP "Caravanserai", grava "Stone Flower": Uma paulada. Recomendo.
06 - "Amparo" ("Olha Maria"). Tema criado por Tom para uma personagem do filme americano "The Adventurers" ("Os Aventureiros"), dirigido pelo inglês Lewis Gilbert ("Alfie"). Mais tarde Chico Buarque colocou letra e passou a se chamar "Olha Maria". É um tema longo, em 2/4. belíssimo, cheio de variações. Não tem nada com Bossa Nova nem com "Stone Flower". Tom Jobim estava criando uma obra prima atrás da outra.
07 - "Andorinha" ("Andorinha"). É uma música tão bonita que ninguém se atreveu a mexer nem no nome. Quando você abre a partitura e vê aqueles 5 bemóis na armadura (Re Bemol-Db) pensa logo em transpor para meio tom abaixo, Dó Maior (C). Esqueça. Não funciona. A simplicidade e a beleza da música é contagiante, só funciona assim. Só ouvindo.
08 - "God And The Devil In The Land Of The Sun" ("Entre A Cruz E a Caldeirinha"). Uma homenagem a Glauber Rocha ("Deus E O Diabo Na Terra do Sol"), com show de Joe Farrell no sax soprano. Mais um baião, só que agora em 4/4.
09 - "Sabiá" ("Sabia"). Assim como "Andorinha", não tem o que mexer. O mais difícil nesse tema é acompanhar o andamento e cantar a melodia sem "atravessar". Introdução em 2/2 e 6/4, e melodia em 2/2. Também dá para tocar em 4/4. Essa é aquela musica da histórica vaia que Tom Jobim recebeu no III Festival Internacional da Canção, em 29/09/1968 (Fase Nacional) ao derrotar "Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, de Geraldo Vandré. No mesmo local, Maracanãzinho, 06/10/1968, Tom Jobim, foi aplaudido de pé, com a mesma música, Sabiá, ao derrotar Paul Anka, representante do Canadá com a música "This Crazy World Is Comming Undone". 1968 não foi um ano normal.
Tom volta ao Brasil, com a sua bermuda esculhambada, seu carro velho e o seu chinelo Rider para beber alguns chopps gelados com seus amigos do Leblon. Tom Jobim ainda não sabia que ele era Tom Jobim.
Miucha & Tom - 1979
Outro disco gostoso. Sinal que a fórmula deu certo.
"Tudo tão bom quanto o primeiro disco" da dupla.
Músicos
Tom Jobim (piano)
Ron Carter (contrabaixo)
Rubens Bassini (percussão)
Oscar Castro Neves (violão)
Olivia Hime, Novelli, Nelson Angelo, Danilo Caymmi, Carlos, Bebel, Cristina, Bee, Telma Costa e Miucha (coro)
Turma do Funil
João Donato (piano)
Jamil (baixo)
Helio Capucci (violão)
Rodrigo (cavaquinho)
Adilson Verneck (bateria)
Gilberto (surdo)
Geraldo Bongô (tamborim)
Mário Machado (pandeiro)
Músicas
01 - Turma do Funil (Mirabeau/Milton de Oliveira/Urgel de Castro)
02 - Triste Alegria (Miucha)
03 - Aula de Matemática (Tom Jobim/Marino Pinto)
04 - Sublime Tortura (Bororó)
05 - Madrugada (Candinho/Marino Pinto)
06 - Samba do Carioca (Vinícius de Moraes/Carlos Lyra)
07 - Falando de Amor (Tom Jobim)
08 - Nó Cego (Toquinho/Cacaso)
09 - Dinheiro em Pemca (Tom Jobim/Cacaso)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Miucha & Tom - 1977
É muito difícil definir o que é um disco gostoso.
Se é que vocês me entendem.
É o tipo de gravação quase doméstica. "Aperta o Play". Mas muito bem gravado.
Um uisquinho aqui, outro ali e todos rindo de montão.
Delicioso esse disco.
P.S. Tom adorava gravar com Miucha. Vocês vão ver.
Miucha já tinha feito Mestrado com João Gilberto, irmã de Chico Buarque de Holanda, foi fazer Doutorado com Tom Jobim. Não é pouca coisa não.
Canta muto!
Nesse disco Tom arrebenta no piano.
O disquinho foi feito depois do "Urubu". Tom estava de bermudão, sem fazer porra nenhuma, bebendo o seu shop na Plataforma, quando Miucha o chamou pra gravar algumas musiquinhas. Sem compromisso. Eles já tinham feito isso milhões de vezes. Essa, deu certo. Gerou esse disquinho.
Gostoso!
As fotos falam por si. Como eu disse: Um disco gostoso de se ouvir.
Assinar:
Postagens (Atom)


































