Grande Altamiro
A finalidade deste espaço é compartilhar com os amigos o interesse por Búzios e sua antiga relação com a Bossa Nova. Bossa Nova não é só música, é um Estilo de Vida. Um Estilo Buziano de Viver. Não vendo disco, só divulgo para os amigos que me pedem emprestado. Se você discorda de algum conteúdo divulgado neste blog, favor entrar em contato. Eu tenho todos os discos que recomendo aqui.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Ipanema Pop Orchestra - Bossa Nova Meets USA - 1965
É a mesma turma novamente. Tem gente boa aí nessa bolacha. É só prestar atenção. Já vou falar sobre eles. Tem alguns aí que não querem aparecer, usam uns apelidos muito toscos, mas são eles mesmos, botando pra quebrar. Tem gente escondida como arranjador ou músico popular e se apresenta nessas bandas magníficas com um apelido. A maioria coloca um nome americano pra dar força. Bobagem das gravadoras da época. Mais tarde acabamos descobrindo quem são eles. Já vou contar.
Olha só a turma de arranjadores ditos piratas: alguns tocam na banda. É fácil identificar, piano, flauta, sax, etc.
Vou dar uma dica: Luiz Eça, Deodato, Cipó, Meirelles e um tal de K. Ximbinho (gatoto danado esse K. Ximbinho, está na minha mira. Já falo dele mais tarde)
Músicas
01 - Charade (Henry Mancini/Mercer) arranjo: Cipó
02 - Tonight (L. Bernstein/S. Sondheim) arranjo: J.T. Meirelles
03 - Witchcraft (C. Coleman/C. Leigh) arrangements: Cipó
04 - Tender Is The Night (S. Ain/Paul Francis Webster) arranjo: Cipó
05 - Call Me Irresponsible (S. Cahn/J. V. Heusen) arranjo: Cipó
06 - I Let My Heart In San Francisco (D. Cross/G. Cory) arranjo: Cipó
07 - I Could Have Danced All Night (F. Loewe/A. J. Lerner) arranjo: Cipó
08 - Moon River (Henry Mancini/Mercer) arranjo: Cipó
09 - All The Way (S. Cahn/J. V. Heusen) arranjo: Cipó
10 - It Had Better Be Tonight (Henry Mancini/Mercer) arranjo: J.T. Meirelles
11 - Days Of Wine And Roses (Henry Mancini / Mercer) arranjo: K-Ximbinho
12 - Hello Dolly (J. Herman) arranjo: K-Ximbinho
É um discão. Igual aquele que já coloquei aqui na pista. Bom pra dançar coladinho, "Check to Check". Rodopiando no salão. Pra quem gosta...
Os músicos ...já já
É um disco difícil. Se tiverem problemas, me escrevam, que dou uma dica.
Abraços.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Os Ipanemas - 1964
Músicos
Astor Silva (trombone)
Marinho (baixo)
Neco (violão)
Wilson das Neves (bateria)
Rubens Bassini (percussão)
Músicas
01 - Consolação (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
02 - Nanã (Moacir Santos/Clóvis Mello)
03 - Se Chegou Assim (Othon Russo/Newton Ramalho)
04 - Kenya (Astor Silva/Rubens Bassini)
05 - Zulu's (Astor Silva/Neco)
06 - Nuvens (Durval Ferreira/Maurício Einhorn)
07 - Adriana (Roberto Menescal/Luis Fernando Freire)
08 - Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
09 - Jangal (Rubens Bassini/Orlandivo)
10 - Berimbau (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
11 - Congo (Astor Silva/Wilson das Neves)
12 - Java (Astor Silva/Neco)
Único disco dessa banda. É uma hard-bossa-jazz-afro, se é que esse termo existe. Poderia chamar de som de gafieira ou bom pra dança de salão, mais moderno. É muito gostoso. Eu que não danço nada gostaria de ter uma morena nos braços rodopiando pelo salão ao som do competente trombone de Astor. Me amarro nesse disco. É um som meio afro, meio bossa. Enfim, é Astor no trombone e Neco no violão e a galera lá atrás segurando na cozinha, quebrando tudo. Sem esquecer a bateria de Wilson das Neves. Esqueci, é um disco muito bem gravado para 1964. É um som prá cima, alegre, muito bom de ouvir. Infelizmente, nem tudo que é bom está disponível, ou é difícil de achar. Mas se achar, pode comprar na hora, é "Pule de Dez", com diria nosso saudoso João Saldanha. Se não achar, falem comigo, pois posso dar umas dicas. Boa sorte.
A bossa afro dos Ipanemas
Eles lançaram um único álbum nos anos 1960.
Singular, pela mistura de ritmos africanos e a bossa nova, o disco atravessou
décadas seduzindo ouvintes e motivou uma nova formação do grupo nos anos 2000.
Quando em 1964 o percussionista carioca Rubens Bassini reuniu os amigos Astor Silva (trombone), Wilson das Neves (bateria e percussão), Luiz Marinho (contrabaixo acústico) e Neco (violão) para gravar um LP, sob o codinome Os Ipanemas, ele provavelmente não imaginava que estavam prestes a registrar uma pequena obra-prima da música instrumental brasileira.
Quando em 1964 o percussionista carioca Rubens Bassini reuniu os amigos Astor Silva (trombone), Wilson das Neves (bateria e percussão), Luiz Marinho (contrabaixo acústico) e Neco (violão) para gravar um LP, sob o codinome Os Ipanemas, ele provavelmente não imaginava que estavam prestes a registrar uma pequena obra-prima da música instrumental brasileira.
Músico
experimentado, atuando em estúdios, gafieiras, bares e inferninhos cariocas
desde a segunda metade dos anos 1950, Bassini integrou, em 1959, as sessões de
gravação de Chega de Saudade, a estreia luminar de João Gilberto.
Em 1961,
a convite do selo Pawal Records – que também lançou álbuns inaugurais dos
organistas Ed Lincoln e Celso Murilo, entre outros – Bassini gravou seu primeiro
e único disco autoral, de forte influência latina, intitulado Ritmo
Fantástico – Rubens Bassini e os 11 Magníficos (ouça o tema Canoinha). Na contracapa de Ritmo Fantástico
lê-se a recomendação “ouça para dançar, dance para se divertir”.
Se em 1961 o propósito autoral de Bassini era entreter ouvintes e provocar estímulos dançantes, três anos mais tarde, acompanhado de Wilson, Astor, Marinho e Neco, ele preferiu tirar o pé do acelerador e impregnar de cadências africanas a bossa dos Ipanemas. Inspirado, o quinteto criou texturas sonoras jamais ouvidas no repertório das dezenas de combos instrumentais que pululavam no Rio de Janeiro, naquele início de anos 1960. Lógico, havia nas “paisagens” musicais criadas pelos Ipanemas elementos perceptíveis de bossa nova, baião, côco, xote, batuques de umbanda e candomblé, mas a seção percussiva, a cargo de Bassini e Wilson (flagrado de berimbau em punho no retrato da contracapa), foi a distinção que fez do grupo um dos mais originais entre seus contemporâneos – além das expressões de origem africana entoadas pelos cinco, de forma econômica, como scats vocais, que replicam as melodias de algumas das músicas.
Se em 1961 o propósito autoral de Bassini era entreter ouvintes e provocar estímulos dançantes, três anos mais tarde, acompanhado de Wilson, Astor, Marinho e Neco, ele preferiu tirar o pé do acelerador e impregnar de cadências africanas a bossa dos Ipanemas. Inspirado, o quinteto criou texturas sonoras jamais ouvidas no repertório das dezenas de combos instrumentais que pululavam no Rio de Janeiro, naquele início de anos 1960. Lógico, havia nas “paisagens” musicais criadas pelos Ipanemas elementos perceptíveis de bossa nova, baião, côco, xote, batuques de umbanda e candomblé, mas a seção percussiva, a cargo de Bassini e Wilson (flagrado de berimbau em punho no retrato da contracapa), foi a distinção que fez do grupo um dos mais originais entre seus contemporâneos – além das expressões de origem africana entoadas pelos cinco, de forma econômica, como scats vocais, que replicam as melodias de algumas das músicas.
No
triênio 1963-1965 o samba-jazz viveu período de ouro. Fez surgir em diversas
capitais do País dezenas de trios, quartetos e quintetos, muitos deles chegando
a registrar ao menos um álbum. Mesmo tendo alguns deles envolvimento estreito
com o novo gênero instrumental – Neco e Wilson, por exemplo, integravam Os
Gatos e Os Catedráticos –, em busca de novas sonoridades, os músicos dos
Ipanemas ignoraram alguns dos estatutos do samba-jazz. Coube a Astor, discípulo
dos maestros César Guerra-Peixe e Moacir Santos, com quem teve aulas de
harmonia, assinar os arranjos do disco. O resultado instiga. Faz crer que a
bossa-nova atravessou o Atlântico, deu um breve passeio pela Mãe África e
voltou transformada. Impressão esta ainda mais reforçada quando se lê na contracapa
do disco o repertório escolhido pelos Ipanemas. Estão nele clássicos como Garota
de Ipanema (Tom e Vinícius), Adriana (Menescal e Lula Freire), Consolação
e Berimbau (Baden e Vinicius), e Nanã (Moacir Santos).
Outros sete temas, de autores diversos, integram o
disco e cabe aqui um parêntese para reverenciar Daudeth Azevedo, o Neco.
Co-autor, com Astor, dos temas Zulu’s e Java, ele foi um dos
maiores violonistas de sua geração – também exímio no cavaquinho,
bandolim, guitarra e violão de sete cordas. Neco gravou quatro álbuns autorais
(Coquetel Bossa Nova, Velvet Bossa Nova, Samba e Violão,
e Samba e Violão N° 2), mas, como a genial Rosinha de Valença, foi
eclipsado pela supremacia de dois gigantes: Luiz Bonfá e Baden Powell.
Em 2001, a convite do produtor Joe Davis, da gravadora Far Out Records, e do baterista Ivan “Mamão” Conti, do Azymuth (que gravava pelo selo britânico), Neco e Wilson reformularam o grupo, incluindo Mamão na nova composição. O encontro resultou em novo repertório e os discos The Return of The Ipanemas (2001), Afro Bossa (2003) e Samba is Our Gift (2006). Em 2008, um novo álbum, Call of The Gods, levou os músicos a excursionarem pela Europa e a imprensa local a dar a eles o equivocado apelido de “Buena Vista Social Clube brasileiro”.
Em 2001, a convite do produtor Joe Davis, da gravadora Far Out Records, e do baterista Ivan “Mamão” Conti, do Azymuth (que gravava pelo selo britânico), Neco e Wilson reformularam o grupo, incluindo Mamão na nova composição. O encontro resultou em novo repertório e os discos The Return of The Ipanemas (2001), Afro Bossa (2003) e Samba is Our Gift (2006). Em 2008, um novo álbum, Call of The Gods, levou os músicos a excursionarem pela Europa e a imprensa local a dar a eles o equivocado apelido de “Buena Vista Social Clube brasileiro”.
Com a morte de Neco, em agosto de 2009 (Astor
morreu em 1968, Bassini em 1985), Wilson decidiu lançar um tributo ao
violonista, o álbum Que Beleza, que contou com a participação de Mamão,
Jorge Helder (baixo), Vittor Santos (trombone), José Carlos (guitarra e
violão), Thiago Gim (percussão) e a cantora Áurea Martins.
Embalado em grande estilo com uma bela ilustração
de Sergio Malta, o álbum de 1964 traz na contracapa a frase “discos CBS
apresenta um novo som em samba, esses são Os Ipanemas”.
No rodapé, enaltecendo a qualidade técnica do registro, a gravadora insiste “vossa senhoria pode comprar este disco sem o mais leve receio de que ele venha a se tornar obsoleto no futuro”. Definitivamente, a CBS não cometeu exagero algum tampouco pregou peça marqueteira em seus clientes. Basta ouvir os 12 temas para concluir que Os Ipanemas é obra atemporal, com um frescor inesgotável.
No rodapé, enaltecendo a qualidade técnica do registro, a gravadora insiste “vossa senhoria pode comprar este disco sem o mais leve receio de que ele venha a se tornar obsoleto no futuro”. Definitivamente, a CBS não cometeu exagero algum tampouco pregou peça marqueteira em seus clientes. Basta ouvir os 12 temas para concluir que Os Ipanemas é obra atemporal, com um frescor inesgotável.
No dia 26 de setembro Wilson das Neves foi
destaque nesta coluna, com seu disco Samba-Tropi – Até aí morreu Neves.
Marcelo Pinheiro escreve para a Brasileiros desde
2009. Atualmente é editor da publicação. Pesquisador da rica produção musical
brasileira, escreve todas às quintas sobre álbuns obscuros, mas fundamentais.O texto não é meu, é de Marcelo Pinheiro.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
José Roberto Bertrami - O Fabuloso Fittipaldi
Arranjos: José Roberto. Sabem quem é José Roberto? É o Bertrami, isso mesmo.
Taí, na íntegra para vocês.
Um filme de Hector Babenco e Roberto Farias de 1973. Esse sonzão aí que vocês estão ouvindo é de Marcos Valle e Azymuth, em plena forma.
Essa música Azimuth (com i mesmo) que abre as primeiras cenas do filme, já havia aparecido no disco "Mustangue Cor de Sangue" dos irmão Valle em 1969 e na novela "Veu de Noiva", de Janete Clair, também de 69, da TV Globo. Era tema de Marcelo (Claúdio Marzo), não sei se alguém se lembra. Era o Grupo apolo IV (ou VI, não me lembro). Alguém se lembra? O original é com Marcos Valle no piano mesmo.
José Roberto Trio - 1966
Músicos
José Roberto Bertrami (piano)
Cláudio Henrique Bertrami (baixo)
Jovito Coluna (bateria)
Músicas
01 – O Canto de Ossanha (Baden Powell/Vinícius de Moraes)
02 – Dá-me (Adilson Godoy)
03 – Impulso (Manfredo Fest)
04 – Dorme Profundo (Marcos Valle/Pingarilho)
05 – Lilos Walts (José Roberto Bertrami/Cláudio Henrique Bertrami)
06 – Só Tinha Que Ser Você (Tom Jobim)
07 – Kebar (José Roberto Bertrami)
08 – Chuva (Durval Ferreira)
09 – Mar Amar (Paulo Sérgio Valle/Marcos Valle)
10 – Flor da Manhã (Adilson Godoy)
11 – Balansamba (R. Morel/J. L. Namur)
12 – Talhuama (José Roberto Bertrami)
Taí um disco difícil de achar. Coloquei aqui para homenagear José Roberto Bertrami, falecido agora em 8 de julho de 2012. Esse é seu segundo disco, o primeiro foi Os Tatuís de 1965, já comentado aqui no blog.
Antônio Carlos Jobim - Um Homem Iluminado
Livro escrito pela irmã de Tom, Helena Jobim.
Editado em 1996 pela Editora Nova Fronteira.
É uma biografia escrita com carinho por um parente próximo que acompanhou toda a carreira do músico. Como pessoa famosa, a maioria dos fatos é de conhecimento público, mas sua irmã vai além, nos mostra um Tom real. não apenas o mito. Helena, além de irmã, é também escritora, angariou alguns prêmios ao longo de sua carreira.
Um ponto importante é a referência a toda obra de Tom Jobim no final do livro. É uma fonte de consulta interessante para àqueles que desejam pesquisar sua discografia. É uma publicação que costumo consultar com frequência.
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