domingo, 17 de outubro de 2010

Os Biribaboys - Biribalanco - 1965


Músicos
Wilson Benedetti (sax tenor, clarinete)
J. B. Alves (pistom)
Sidney Jacobino (guitarra)
Domingos Machado (órgão)
Tiao Santos (baixo)
Fernando Costa (bateria)
Olavo Batista (vocal)
Roberto Friggi (percussão)
Jurandir Pereira (percussão)

Músicas
01 - Samba de Verão (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
02 - O Morro Não Tem Vez (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
03 - Ela É Carioca (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
04 - Quitessência (J. T. Meirelles)
05 - Sambach (Domingos Machado)
06 - The Blues Walk (C. Brow)
07 - Consolação (Vinicius de Moraes / Baden Powell)
08 - Don't Blame Me (J. Mc Hugh / D. Fields)
09 - Ainda Mais Lindo (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
10 - Biribalanço (Wilson Benedetti)

Banda criada pelo grande pianista e arranjador Sérgio Weiss (Sérgio Adelchi Bonádio Weiss - neste disco ele é apenas o supervisor) lá pelos anos 50. Era uma banda de baile (animou mais de 6 mil), como rolava muito nessa época. Ainda não havia os tais DJ´s. Era tudo na paleta, bateria, teclado e no gogó. Tudo ao vivo. Era festa de formatura, 15 anos, sábados e domingueiras. A galera curtia só ao vivo. Tenho saudades dessa época. Daí surgiu Os Biriba Boys. O nome é dedicado ao cachorro Biriba, mascote do Botafogo. Só não me pergunte como surgiu o nome, embora a banda seja paulista (São José dos Campos). Poderia ter um mascote do Palmeiras que arrebentava nessa época. Bom, isso é outra história.

Os músicos no palco tocando só sucesso: mambos, chá-chá-chás, boleros, sambas e até rock'n'roll, e os casais dançando "dois-pra-lá, dois-pra-cá”, de rostinho colado. Nas décadas de 50 e 60 era isso que nos dava tesão. Antes do primeiro acorde já estávamos apaixonados.

Esse disco eles dedicaram a Bossa Nova, isto é o que interessa. Som na caixa.
Eles gravaram outros discos. Depois eu ponho na pista.
Estou impressionado como tem informação sobre Os Biriba Boys na Internet. Conferindo...

* Esse disco não saiu em CD. Por enquanto você acha no google procurando por Os_Biribaboys_Biribalanco_1965.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

J.T. Meirelles - Fotos de 1963 e 1964


Aponte para imagem para ampliar.

J.T. Meirelles e os Copa 5 - O Som - 1964
















Músicos
J.T. Meirelles (sax e flauta)
Manoel Gusmão (baixo)
Pedro Paulo (trompete)
Luiz Carlos Vinhas (piano)
Dom Um Romão (bateria)

* As 3 faixas bônus (O Novo Som, Solo e Serelepe) são do disco de 1965 "O Novo Som” de Meirelles e os Copa 5, só que com outra formação:

J.T. Meirelles (sax e flauta)
Manoel Gusmão (baixo)
Roberto Menescal (violão)
Waltel branco (guitarra)
Eumir Deodato (piano)
Edson Machado (bateria)

Músicas
01 – Quintessência
02 – Solitude
03 – Blue Bottle´s
04 – Nordeste
05 – Comtemplação
06 – Tânia
07 – O Novo Som
08 – Solo
09 – Serelepe

* Todas as músicas são de Meirelles.
O site http://www.meirelleseoscopa5.cjb.net/ tem muita informação sobre Meirrelles, inclusive partituras para quem queira se aventurar.

* Esse disco já saiu em CD. Procurar nas melhores lojas do ramo.



domingo, 10 de outubro de 2010

Quintessência - J.T. Meirelles

Grupo paulista formado por Daniel Nogueira (sax) e Vinicius Pereira (baixo) presta homenagem ao grande músico com Quintessência, música de J.T. Meirelles.

João And His Bossa Kings - Cool Samba - 1962


Músicos
JT Meirelles (sax e flauta)
Silvio Lopez (trumpete)
Antonio Oliveira (piano)
Manoel Gusmão (baixo)
Jayme Storino (bateria)
Amauri Rodrigues (percussão)

Músicas
01 - Só danço samba (Tom Jobim)
02 - Samba sem nome (Fred Marshall)
03 - Se teus olhos falassem (Jose Domingos)
04 - Batucada ( Luiz Bonfá)
05 - Conselho a quem quiser (Silvio Cezar)
06 - Solução (Ivo e Raul Santis)
07 - Carnival Medley - Eu agora sou feliz (Cosata e Bispo), Piri Piri ( Ivo Santos e Nato)
08 - Gostoso é sambar (João Mello)
09 - Nação Nagô (Capiba)
10 - Samba Toff (Orlandivo)
11 - Essa nega sem sandália (Caco Velho)
12 - Ilha do amor (Fred Marshall)
13 - Ritmos carnavalescos improvisados (Fred Marshall)

J.T. Meirelles (João Theodoro Meirelles)

Neste disco João And His Bossa Kings “Cool Samba” de 1962, Meirelles só tinha 22 anos e já era essa fera. Se não me engano é o único disco dele com o nome João. É um disco para o mercado americano. É pouco conhecido no Brasil.

Meirelles começou a tocar aos 8 anos e com 17 já era o saxofonista preferido de João Donato. Estudou composição e arranjo na Berklee School of Music (Boston, Massachusetts).

Em 1963 formou o grupo Copa 5 com Manuel Gusmão (baixo), Luiz Carlos Vinhas (piano), Dom Um Romão (bateria) e Pedro Paulo (baixo) e caíram na noite do Bottle's Bar do Beco das Garrafas (RJ). O Copa 5 é o grupo responsável pelo som incrível na gravação original de "Mais Que Nada" de Jorge Ben (Benjor). O início de carreira de Jorge Ben se deve muito aos arranjos de Meirelles. No disco de Jorge Ben “Samba Esquema Novo”, além do som dos Copa 5, os arranjos são de Meirelles.

Entre 1965 e 1967 escreveu diversos arranjos para diferentes edições do histórico Festival Internacional da Canção da TV Globo. Em 1966 participou do Berlin Jazz Festival, com Edu Lobo, Rosinha de Valença, Dom Salvador Trio e Sérgio Barroso. Tem um filme desta apresentação no blog (veja Edu Lobo).

Lançou, em 1965, o LP "O Novo Som", com nova formação do Copa 5 integrada por Roberto Menescal (violão), Waltel Branco (guitarra), Edson Machado (bateria), Eumir Deodato (piano) e Manoel Gusmão (contrabaixo). Olha o Waltel Branco aí de novo. É aquele do disco "Mancini Também é Samba", onde Meirelles toca Sax Alto e Sax Tenor. No disco aí de cima Eumir Deodato só tinha 23 anos.

Nesta mesma época participou do conjunto Os Cobras, com o qual lançou o álbum “O LP” (1964), e do conjunto Os Gatos (dividindo os arranjos com Durval Ferreira), com o qual lançou os LPs “Os Gatos” (1964) e “Aquele Som dos Gatos” (1966). Mais tarde vou disponibilizar esses discos aqui. São grandes discos.

No início dos anos 70 viveu durante três anos no exterior (França, Suécia e Monte Carlo), integrando várias orquestras. Apresentou-se no Mikonos Jazz Club, como integrante do grupo Stress com Márcio Montarroyos, Laércio de Freitas, Luizão Maia e Pascoal Meirelles.Em 1980, participou, como arranjador, do Festival da Canção da TV Tupi. Em 1982 atuou no MPB Shell da TV Globo.

Como instrumentista, arranjador ou maestro, no Brasil, tocou com quase toda a MPB. Formou alguns dos melhores sopros do Brasil como Mauro Senise, Cacau, Raul Mascarenhas, Zé Nogueira e Nilson Matta e muitos outros.

Nos anos 90, meio desiludido, ficou fora de apresentações. Se dedicou a programação musical computadorizada, edição gráfica, impressão musical e arranjos midi. Acho que nem tinha mais instrumento. Era visto nas bancas de disco usado da Pedro Lessa, famoso sebo, ao lado da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Foi então que os freqüentadores e donos de barraca fizeram uma ”rachucha” e compraram um sax novo para ele. A partir de então, com esse renascimento, passou a tocar na loja de discos Modern Sound em Copacabana. A sua presença levou muita gente boa que estava esquecida a voltar a se apresentar. A Modern Sound acabou se tornando um grande centro irradiador da boa música no Rio de Janeiro, se não me engano, graças a volta deste excepcional músico J.T. Meirelles. Infelizmente faleceu em 2008.
O arquivo abaixo aparece 1966, mas na realidade é de 1962.

* Esse disco acho que não saiu no Brasil em CD. Procurar no google por Joao_His_Bossa_Kings_1966

domingo, 3 de outubro de 2010

Bola Sete - Diversos


Bola Sete - Bossa Nova - 1962

Músicos
Bola Sete (violão)
Tião Neto (Baixo)
Chico Batera (bateria)

Músicas
01 - Tô de sinuca (Bola Sete)
02 - Meu Mundo Diferente (Konrad - Bola Sete)
03 - Dilema (O. Guilherme - Jacques)
04 - Piteuzinho (Bola Sete)
05 - Se Acaso Voce Chegasse (Lupcinio Rodrigues)
06 - Samba do Perrotoquei (Djalma Ferreira)
07 - Manha de Carnaval (Antonio Maria - Luiz Bonfa)
08 - Muita Bossa Brasileira (Bola Sete)
09 - Por Causa de Voce (Dolores Duran - Tom Jobim)
10 - Cingandinho (Bola Sete)
11 - Agora é Cinzas (Marcal - Bide)
12 - Sem Voce (Konrad - Bola Sete)

Bola Sete, Djalma Andrade, nasceu em 12 de julho de 1923 no Rio de Janeiro e faleceu em 13 de fevereiro de 1987. Santana, ao receber um de seus primeiros "Grammy", afirmara que uma de suas grandes influências tinha sido Bola Sete. A partir daí ele retornou ao centro do sucesso mundial. Todos queriam saber quem era Bola sete. Este não é seu melhor disco. Depois apresento outros.

Muitos músicos brasileiros em diferentes épocas, por diversos motivos, foram tentar a sorte nos Estados Unidos. No final dos anos 40 e início dos 50 foram Carmem Miranda, Bando da Lua e Ary Barroso. Mais ou menos por ordem de chegada: Laurindo de Almeida, Luiz Bonfá, Bola Sete, os instrumentistas Moacir Santos, Eumir Deodato, Sérgio Mendes, Oscar Castro Neves, Airto Moreira, João Gilberto, Tom Jobim, e muitos outros. Alguns passaram um tempo e depois ficaram na ponte-aérea, como foi o caso de João Gilberto e Tom Jobim. Embora tenham se tornado ícones nos EUA, nem todos tiveram reconhecimento no Brasil. Bola Sete ficou por lá tocando com cobras do Jazz e ficou esquecido no Brasil.

Em 1954 formou uma orquestra que correu América Latina e Espanha. Mudou-se para os Estados Unidos em 1959. A partir de 1960, Bolsa Sete começou a tocar com todo mundo. A partir daí, ninguém mais segurou Bola Sete. Em 1962, participou do Festival de Monterey, na Califórnia, E.U.A., como integrante do conjunto de Dizzie Gillespie. Esteve na Noite da Bossa Nova, no Carnegie Hall. Montou seu trio com os impecáveis Tião Neto no baixo, e Chico Batera na percussão.

Deixou dez LPs gravados nos Estados Unidos, o mais procurado dos quais, com Vince Guaraldi. Ao lado de Oscar Aleman e Paquito D´ Rivera, Bola Sete foi um dos criadores do jazz latino, unindo a sofisticação harmônica do jazz com a improvisação do choro, da bossa e dos ritmos caribenhos.

Bola Sete tem um site oficial onde se pode obter muita informação http://www.bolasete.com/